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O
novo chefe da residência pretende valorizar os
profissionais que atuam na
unidade regional
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O geólogo Edgar Romeo Herrera de Figueiredo Iza substituiu Helena
Bezerra, na chefia da Residência de Porto Velho. Formado em Geologia pela
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). É mestre em Geodinâmica e
Geofísica pela mesma universidade e possui experiência em empresas privadas na
área de pesquisa mineral e sísmica terrestre.
Atualmente é aluno do curso de doutorado em geologia da
Universidade de Brasília (UnB), onde desenvolve a tese sobre coberturas
lateríticas e associações metalogenéticas na porção sul do Estado de Rondônia.
Atua também como professor lecionando diversas disciplinas em curso de graduação
e pós-graduação em universidades de Porto Velho.
Edgar Herrera trabalha na CPRM desde 2009, onde chefiou os trabalhos de
mapeamento geológico nas Folhas Ji-Paraná e Serra da Providência escala 1:100
000. Foi integrante da equipe do Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Brasileira (2010) e é um dos autores do Atlas de Rochas Ornamentais do Espírito
Santo publicado em 2014. Integrou também a equipe de mapeamento geológico do
Projeto Metalogenia no sul do estado de Rondônia.
Ao Informe CPRM o novo chefe da Residência
destaca que um de seus desafios é “implantar uma gestão transformadora e
integradora com foco na missão da empresa e na valorização dos empregados”. Ele
cita as dificuldades de se trabalhar na Amazônia e explica que pretende
aperfeiçoar os procedimentos de campo no verão amazônico. “Os desafios implicam
uma gestão proativa, dinâmica e focada em resultados precisos e úteis para a
sociedade”, avalia Edgar.
Confira a entrevista com o novo chefe da Residência de Porto Velho.
Informe CPRM – Como será a sua gestão à frente
da unidade regional de Porto Velho?
Edgar Herrera - As principais metas estão
relacionadas à eficiência, otimização de processos e sintonia com as diretrizes
e prazos anuais indicados pela diretoria da empresa. O grande desafio será
implantar uma gestão transformadora e integradora com foco na missão da empresa
e na valorização dos empregados.
Informe CPRM - Quais as dificuldades de se
trabalhar na Amazônia?
Edgar Herrera - As principais dificuldades estão
relacionadas às atividades de campo em regiões de difícil acesso que muitas
vezes exigem um esforço concentrado das equipes no planejamento e execução dos
projetos. O período chuvoso é outro fator extremamente restritivo, pois,
contribui para diminuir a janela operacional das unidades localizadas na
Amazônia. Neste sentido, trabalharemos para aperfeiçoar os procedimentos de
campo no período de verão amazônico. Por outro lado, enquanto, as equipes da
DGM executam prioritariamente trabalhos de escritório durante o inverno amazônico,
as equipes da DHT atuam com sua capacidade máxima com o objetivo de coletar
dados e disponibilizá-los à sociedade no menor espaço de tempo possível.
Informe CPRM – O senhor se refere ao
monitoramento dos rios da região?
Edgar Herrera - Exatamente, na Amazônia os dados
hidrológicos - como de cota e vazão - produzidos pela CPRM são fundamentais,
pois, estão relacionados a cheias dos grandes rios e tem forte impacto nas
comunidades ribeirinhas. De uma forma geral temos uma alternância de atividades
entre os departamentos que geram uma discrepância de resultados em períodos
absolutamente distintos ao longo do ano. Esta dinâmica implica em desafios e na
necessidade de uma gestão proativa, dinâmica e focada em resultados precisos e
úteis à sociedade.
Informe CPRM - Como o senhor pretende pautar
sua relação com equipe de Porto Velho?
Edgar Herrera - Será regulada na aproximação com os colaboradores buscando
equilíbrio nas relações e consequentemente nas decisões de cada departamento. A
ideia é valorizar os empregados, terceirizados, estagiários e menores
aprendizes com o objetivo de incrementar a produtividade de cada um dos
envolvidos no processo.
