quinta-feira, novembro 8

Palestra mostra os desafios para a hidrologia e gestão territorial da CPRM

Thales Sampaio fala sobre visão do futuro da CPRM e
os desafios da hidrologia e gestão territorial

Durante o seminário de gestão da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT) da CPRM, realizado no período de 7 a 9 de novembro, em Natal (RN), o diretor Thales Sampaio fez uma palestra onde abordou a visão do futuro da CPRM e os desafios da hidrologia e gestão territorial.


Entre os pontos levados para a análise do quadro técnico gestor da DHT, o diretor buscou responder a questões que tratam da intenção estratégica da organização, enfocando questionamentos sobre o negócio da CPRM, os resultados, a definição de cliente/parceiros, a quem interessa os resultados obtidos e quem são os atores que interferem no negócio da empresa.

Para responder as estas questões, Sampaio analisou o macroambiente e a CPRM e as ações estratégicas da DHT e as áreas de atuação. Entre as ações estratégicas ele destacou o objetivo de levantar e disponibilizar informações hídricas, geoambientais e geotécnicas, de forma consistente, para subsidiar os gestores e tomadores de decisão. Estas ações têm como metas: minimizar perdas humanas e econômicas decorrentes dos desastres naturais, relacionados com eventos extremos como inundações, secas e movimento de massa; subsidiar políticas públicas relacionadas com recursos minerais, hidrícos, riscos geológicos, uso dos solos e meio ambiente; e ampliar o conhecimento sobre os processos hidrológicos, hidrogeológicos, geológicos e ambientais.

Sampaio fez um relato das ações desenvolvidas pela DHT, como a operação de cerca de 80% da Rede Hidrometeorológica Nacional; detalhou os sistemas de enchentes e inundações, com previsão hidrológica em bacias de várias dimensões, cujas metas para 2015 são operar 15 sistemas de alerta e elaboração de 286 mapas de susceptibilidade à inundação.
Técnicos da DHT acompanham a palestra


No campo das pesquisas e estudos hidrológicos, Thales Sampaio destacou os estudos de caracterização hidrológica dos solos, com metas para 2015 de cinco bacias experimentais, 86 bacias regionalizadas e 27 estudos de chuvas intensas. Outro tópico importante abordado foi o Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (Siagas), que atualmente conta com 223.2733 poços cadastrados e tem como meta para 2015 consolidar uma base de dados totalmente consistida de 300 mil poços cadastrados.


Também citou a elaboração dos Atlas Digitais em Sistema de Informações Geográficas (SIG), dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; e do programa da Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas (Rimas), criado, desenvolvido, executado e coordenado pela CPRM, onde se pretende, até 2015, ter em operação 1.000 poços monitorados.

O diretor da DHT citou o programa de cartografia hidrológica, com o Mapa Hidrogeológico do Brasil na escala 1:2.500.000, para 2013; o Mapa Hidrogeológico do Brasil ao Milionésimo, em SIG, com previsão de entrega em 2014; os Mapas Hidrogeológicos Estaduais, entregues em 2012;  Mapas de Detalhe em Áreas Específicas, para 2012.

Falou das pesquisas e estudos hidrogeológicos com potencialidade de água subterrânea em bacias sedimentares e sobre a hidrologia aplicada em sistemas de abastecimento de águas (SSAs), uma alternativa complementar para Abastecimento da População Difusa do Semiárido Brasileiro.

Thales Sampaio finalizou sua palestra destacando que todo o conhecimento descrito na apresentação é fruto do esforço da CPRM e está voltado para a aplicação em benefício direto da sociedade brasileira.